Crônica Medo da Eternidade "Clarice Lispector" (gabarito)


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1.
a) A cronista se refere à primeira vez que mascou um chiclete.
b) Quando a narradora era muito pequena, em Recife, mais precisamente no caminho de casa para a escola.
c) Não. Trata-se de um momento íntimo e pessoal da vida da escritora, até certo ponto bastante corriqueiro e banal.
d) A experiência foi pior do que a expectativa, pois, inicialmente, o adocicado do chiclete não era tão bom quanto se esperava que fosse. Depois, a narradora se sentia contrafeita, pois não lhe agradou a ideia de mascar para sempre algo que não tinha gosto de nada.
e) "Assustei-me, não saberia dizer por quê"; "Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto"; "me enchia de uma espécie de medo"; "Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar".

2.
a) "Exilir de longo prazer" tem o sentido de poção mágica, capaz de proporcionar prazer por bastante tempo.
b) Irônico.

3. Nos contos de fadas, as histórias são atemporais, isto é, o tempo parece não passar (as pessoas não envelhecem, por exemplo), ele está como que suspenso. Como o chiclete era "eterno", a narradora se sentia transportada para o reino de príncipes e fadas. 

4. Não. O fato de o chiclete ser uma bala eterna a enchia de medo, pois o ato de mascar chicletes está associado aqui ao sofrimento que quem está condenado a fazer a mesma coisa por toda a eternidade.

5. Porque ela não gostou do gosto do chiclete. É como se ela estivesse tentando justificar seu desgosto com a experiência.

6. A crônica propõe, a partir do relato de uma experiência pessoal, uma reflexão sobre um tema amplo, que é a eternidade. Subitamente, a eternidade que era tão desejada (todos queremos ser eternos) passa a ser vista como ameaçadora.

7. Resposta pessoal. 
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