Fernando Pessoa - exercícios (gabarito)


Exercícios (clique aqui)

1. O eu lírico atribuiu a beleza da vida marítima á perfeição das máquinas e á harmonia que elas provocam.

2. Para ele nada se perdeu: ao contrário, os tempos modernos enriqueceram a vida, pois não só trouxeram novidades tecnológicas como também inauguraram até mesmo novos tipos de vida, como a “comercial, mundana, intelectual, sentimental”. 

3. Sim, os tempos modernos são positivos, oferecem possibilidades diversas para o homem desfrutar a vida, como se afirma em: ” E gozar a vida realizando um grande número de sonhos”. 

4. 
a) Indicar que os portos estão cheios de embarcações (“vapores”) de muitos tipos ou que os navios de passageiros abrigam gente de diversas etnias constitui uma percepção objetiva do eu lírico. 
b) Indicar que na vida moderna só existe beleza e benefício constitui uma interpretação contaminada de ideias futuristas. 

5.  Alternativa B.

6. 
a) Hipérbole.
b) Paradoxo. 

7. O eu lírico reflete, como tantos outros seres humanos, sobre a própria identidade, sobre as incertezas de quem é, o sentido da vida, as dúvidas em relação ao futuro. 

8. Alternativa B.

9. Alternativa A.

10. 
a) A religião e a metafísica (a filosofia).
b) O eu lírico parece rejeitar essas explicações, sugerindo que o chocolate, os confeitos têm mais sentido eu as religiões e a metafísica. 

11. Ele é incapaz de agir como a criança porque tudo que faz o leva a pensar. Dessa maneira, pensa constantemente e perde o que é essencial: “Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida”. 

12. 
a) O olhar atento e minucioso do eu lírico lhe oferece a descoberta permanente de novidades no mundo. 
b) “ E o que vejo a cada momento / É aquilo que nunca antes eu tinha visto”.

13. 
a) O eu lírico compara as intensas sensações que experimenta ao pasmo que teria uma criança que tivesse consciência do que lhe ocorre no momento do nascimento. 
b) Reforce a ideia de que é essencial vivenciar cada experiência como se fosse pela primeira vez. 

14. A resposta dada á pergunta inicial enfatiza a ideia de que não há dimensões além daquelas que os nossos sentidos podem captar, sendo essencial que o homem se atenha á dimensão material, visível e se afaste das elaborações metais, isto é, do pensamento. 

15. 
a) [Trazer a] "alma vestida". 
b) Essa metáfora traduz ideia de eu a nossa alma, a nossa essência, está encoberta, envolta em pensamentos. 

16. O interlocutor interpreta a realidade segundo o que projeta nela, assim, mistura á  realidade lembranças e especulações, distanciando-se , portanto, da experiência concreta, da pura sensação do momento presente.

17. Por meio da repetição, o eu lírico enfatiza que não há nada além do que pode se ver e, assim, divulga a ideia de que nada existe além dos nossos sentidos.  

18. Alternativa C. 

19. 
a) O eu lírico aconselha que aproveitemos a vida com tranquilidade, moderação, porque de nada vale a contrariedade, já que não governamos a própria existência. 
b) “Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio / Mais vale saber passar silenciosamente”. 

20. Os textos aconselham o homem a seguir o seu destino com paciência, dedicação absoluta, de modo a aceitar a impossibilidade de alterar o fluxo da vida. 

21. Pretende representar o intenso sofrimento do povo português durante a expansão marítima. 

22. O eu lírico declara que os portugueses lançaram-se a um grande desafio, pois desafiaram o limite do conhecimento humano da época. Por esse feito de bravura desmedida, os portugueses não têm alma pequena. 

23. O eu lírico no final de Mensagem, descreve Portugal como um país triste, sem perspectivas ou sonhos, estagnados. 

24. A metáfora “fulgor baço da terra” expressa simbolicamente o poder e a glória de Portugal eu estão, no momento em que o poeta escreve, oculto, um tanto esquecidos, já que predomina a estagnação do Estado português. 

25. Ao contrário do tom desiludido dos versos finais da epopeia de Camões, que afirmam estar a pátria lusitana dominada pela cobiça e alheia dos erros cometidos, Fernando Pessoa restaura o ultimo verso, o tom otimista e esperançoso, pois enuncia que é o momento (“é a hora”) de Portugal reaver seu poder e suas glórias.
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