Poema Gonçalves Dias - Exercício de interpretação (gabarito)



GABARITO

1.
a) Para o eu lírico, a natureza é bela, tranquila e harmônica, pois o céu noturno é "belo" e "transparente", a lua clara "vagueia mui docemente", a terra está em silêncio, o mar é iluminado pela "viva ardentia" e a aragem é "branda".
b) Na primeira estrofe, o mar "chora fremente" na areia; na segunda estrofe, o eu lírico também chora ("Este pranto como é doce"); na terceira estrofe, ele expressa o desejo de esquecer suas "mágoas pungentes" no silêncio da natureza.
c) "a esfera d'alva lua / Vagueia"; "a terra... se cala dormente"; "o mar tranquilo e brando... chora fremente". O emprego da prosopopeia, além de destacar a presença da natureza no poema, expressa a subjetividade do eu lírico e sua interação com os elementos naturais.

2.
a) A repetição dos fonemas /R/,/r/ e principalmente /s/ sugere o som da aragem e, assim, reforça as impressões sensoriais produzidas no eu lírico por esse elemento da natureza.
b) A visão ("A doce luz refletida"), a audição ("Nem meigos sons"), o olfato ("nem perfumes) e o tato ("Nem a brisa mal sentida").

3. 
a) O eu lírico se sente tomado pela melancolia, pela agústia de um coração ferido ("peito chagado", "coração despegado") e, por isso, chora.
b) Não. Para ele o pranto tem relação com prazer: "Não soro de fel, mas santo / Frescor...; "Não espremido entre dores, / Mas quase em prazer coado!".
c) Não. Apesar de a natureza agradar aos sentidos e embelezar a vida do eu lírico, a consolação dele são as próprias lágrimas ("Nada é melhor que este pranto").