Português 7ºano - Atividades com textos pequenos


Moacyr Scliar
Um humor cheio de fantasia

Moacyr Scliar é um dos melhores escritores da atualidade. Desde que começou a escrever, com 15 anos de idade, Scliar vem conquistando cada vez mais novos leitores, tanto no Brasil quanto no exterior, onde já foi traduzido para línguas tão diferentes do português como o búlgaro, o hebraico e o norueguês. Desde 2003, é membro da Academia Brasileira de Letras.
Suas histórias são fáceis de reconhecer: misturam fantasia, recordações de sua infância em Porto Alegre e, é claro, muita graça. Para criar seus enredos, muitas vezes ele aproveita ideias que aparecem no meio da noite, em seus sonhos. Ou então em situações surgidas em seu consultório médico, onde trabalha metade do dia.

SCLIAR, Moacyr. Histórias Divertidas. São Paulo: Ática, 2008 (adaptado).

Este texto é uma
(A) notícia.
(B) reportagem.
(C) biografia.
(D) crônica.

Águas de Lindoia

Muito procurada por idosos, tem um dos mais visitados balneários do Circuito das Águas paulista – suas instalações foram modernizadas recentemente. A cidade é ótima para curtir aquela quietude do interior: experimente, sem pressa, comer um pastel na Praça Adhemar de Barros. A área comercial do Centro tem boa variedade de lojas.

GUIA QUATRO RODAS - Fim de Semana. São Paulo: Abril, 2012/2013.

A pontuação na frase “(...) experimente, sem pressa, comer um pastel na Praça Adhemar de Barros.” pode ser substituída para dar mais ênfase ao verbo no imperativo por:
(A) Experimente, sem pressa, comer um pastel na Praça Adhemar de Barros!
(B) Experimente sem pressa comer um pastel na Praça Adhemar de Barros.
(C) Experimente, sem pressa, comer um pastel na Praça Adhemar de Barros...
(D) Experimente - sem pressa - comer um pastel na Praça Adhemar de Barros.

Como os cientistas estão revolucionando a cozinha de casa

Criado pela empresa inglesa Moley Robotics, o MK1 é composto de dois braços articuláveis, tem mãos que imitam todos os movimentos humanos e o robô é capaz de reproduzir com precisão receitas gravadas em seu banco de dados. O robô foi posto à prova na maior feira do mundo de tecnologia industrial e robótica, realizada em abril, na Alemanha.
Com os ingredientes organizados sobre uma bancada, o MK1 colocou tudo na panela, refogou, mexeu e finalizou a receita com sucesso, diante de uma plateia atônita. “É uma tecnologia que vai transformar e facilitar o modo como as pessoas cozinham em casa”, afirma Mark Oleynic. “Será possível preparar pratos que você nem teria ideia de como fazer enquanto fica na sala conversando com seus convidados.”
Uma tela sensível ao toque permite escolher as receitas e até programar o robô para deixar seu jantar pronto na hora em que você chegar do trabalho.

Disponível em: 
(adaptado).

O trecho do texto em que se destaca a opinião de um especialista é:
(A) “(...) o robô é capaz de reproduzir com precisão receitas gravadas em seu banco de dados.”
(B) “(...) o MK1 colocou tudo na panela, refogou, mexeu e finalizou a receita com sucesso, diante de uma plateia atônita.”
(C) “É uma tecnologia que vai transformar e facilitar o modo como as pessoas cozinham em casa (...).”
(D) “Uma tela sensível ao toque permite escolher as receitas e até programar o robô para deixar seu jantar pronto na hora (...).”


Pneu furado
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma
moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.
– Você tem macaco? - perguntou o homem.
– Não - respondeu a moça.
– Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
– Não - disse a moça.
– Vamos usar o meu - disse o homem. E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em
que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco
chegou o dono do carro.
– Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
– É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
– Coisa estranha.
– É uma compulsão. Sei lá.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: Coleção L&PM, 1991.

O homem trocou o pneu do carro porque
(A) tinha macaco e estepe.
(B) tinha compulsão por trocar pneus.
(C) viu um carro encostado com pneu furado.
(D) viu uma moça bonita e quis ajudá-la.

Foi declarada guerra aos quadrúpedes. Todos aqueles que têm asas e sabem voar devem se unir na luta contra os bichos que andam pelo chão.
O morcego ainda estava se refazendo do susto, quando uma hiena passou correndo e uivando aos quatro ventos:
− Atenção, atenção! Foi declarada guerra às aves! Todos os bichos de quatro patas devem se apresentar ao exército dos animais terrestres.
− E agora? – perguntou a si mesmo o aparvalhado morcego. – Eu não sou uma coisa nem outra.

BARBOSA, Rogério Andrade. Histórias Africanas Para Contar e Recontar. São Paulo: Editora do Brasil, 2010.

Na pergunta feita pelo morcego, o ponto de interrogação indica uma
(A) dúvida.
(B) indignação.
(C) ordem.
(D) negação.

Snapchat vai cobrar para produzir lentes personalizadas para empresas



O Snapchat está preparando uma nova maneira de ganhar dinheiro a partir das lentes, ferramenta que foi lançada no mês passado e permite que os usuários coloquem animações em seus rostos ao tirar uma selfie. Segundo o site Financial Times, a rede social está tentando vender lentes patrocinadas para outras empresas e cobrando até US$ 750 mil para produzi-las e liberá-las. O Snapchat já foi alvo de críticas por parte de seus usuários nas redes sociais.

Disponível em: 
(adaptado).

No texto, a forma “las” em “produzi-las” e “liberá-las” refere-se às
(A) animações.
(B) redes sociais.
(C) empresas.
(D) lentes patrocinadas.

Na busca por vida saudável, feiras e clubes
de descontos facilitam acesso a alimentos orgânicos

Segundo Carlos Armênio Khatounian, “a demanda por alimentos produzidos em sistemas melhores e isentos de substâncias químicas crescerá à medida que a população esteja melhor informada. Com isso, não precisaremos esperar que todos sejamos mais ricos para satisfazer com qualidade a mais elementar das nossas necessidades, que é comer”.
Ming Liu ainda reforça que o setor só tem a crescer - especialmente no Brasil, um país com uma rica diversidade de biomas e condições ecológicas.
— Além das verduras e hortaliças, em que se baseia quase todo o mercado dos Estados Unidos, por exemplo, nós temos uma grande diversidade de castanhas - que podem ser bastante exploradas nessa busca atual por produtos mais saudáveis. Aqui, a questão dos orgânicos vai muito além da agricultura convencional, porque o Brasil conta com essas opções de origem extrativista. Outro exemplo é o guaraná, ou mesmo o açaí. Eles podem ser melhor aproveitados, porque são alimentos ligados à nossa cultura, e hoje o consumidor no mundo todo opta cada vez mais pela aquisição de produtos com história, com passado.

Disponível em: 

O assunto discutido pelos especialistas se refere
(A) às substâncias químicas.
(B) aos alimentos orgânicos.
(C) às condições ecológicas.
(D) à diversidade de biomas.


O trem
Há um bom tempo procura um botão, ou outro dispositivo qualquer. Queria fazer sinal, descer do trem. Não achou. Insiste, mas sem sucesso. Cola o rosto no vidro de uma das janelas. A noite corre estranha, distante. Soberana demais. Não consegue distinguir o pescoço dos postes de luz, devido à densa neblina. Passa por uma senhora bem vestida, cujo rosto parece familiar. Sabe aonde é a saída? Quero descer... A velha olha-o de cima a baixo, condescendente. Como se já conhecesse a pergunta. Não é assim que as coisas funcionam, meu filho... Devia ser louca, só pode. Decide questionar o maquinista. Certamente saberia o destino final e o tempo até a próxima estação. Ultrapassa os vagões, um por um, sem parar. Ninguém parece incomodado. Todos agem como quem sabe onde está indo. [...]

Disponível em: http://repositorio.ufes.br. (adaptado).

De acordo com a narrativa da crônica, o trecho “Devia ser louca, só pode.” revela uma fala
(A) do narrador.
(B) de uma mulher.
(C) da velha senhora.
(D) de um jovem personagem.

A gangorra
Depois de velho, visitava a velha cidade da infância. Digladiava-se em silêncio. Por um lado, tudo tão diferente, o progresso passando a perna nas lembranças; por outro, o contraste que algumas ruas de terra batida resistentes produziam com a distância estrangeira a que se submetera, ao escolher a cidade grande, há mais de três décadas. Ao contrário do que geralmente acontece, foi ele a abandonar a cidade natal e não os filhos. Plantou as sementes e cortou as raízes. Voou, folha de outono, a trair as cercas de casa. Abandonou o ritmo compassado do pequeno lugarejo, para aportar no mar de ilhas nômades da selva urbana. Trocou o povoado solitário pela solidão compartilhada da terra das multidões.

Disponível em: http://repositorio.ufes.br. (adaptado).

O trecho “Trocou o povoado solitário pela solidão compartilhada da terra das multidões.” traz a ideia de que
(A) o narrador se arrepende da escolha feita no passado.
(B) a cidade grande possui muitas pessoas solitárias.
(C) o avô não possui uma boa relação com a família.
(D) a cidade velha não havia passado por mudanças.