Pronomes relativos e coesão textual - Plano de aula BNCC - Habilidades: EF09LP11, EF89LP29

Pronomes relativos e coesão textual
Duração: 2 aulas

Relevância para a aprendizagem
Os pronomes relativos desempenham importante papel na construção da coesão textual. Assim, identificar e analisar o emprego do pronome relativo, compreender sua função e analisar o papel sintático-semântico que desempenha na estruturação dos períodos pode melhorar a capacidade de ler, compreender e produzir textos.

Objetivos de aprendizagem
• Identificar e compreender a função dos pronomes relativos.
• Perceber e compreender o uso do pronome relativo como elemento coesivo.
• Produzir escrita utilizando o pronome relativo como recurso coesivo por meio da reformulação de períodos em textos jornalísticos.

Objetos de conhecimento e habilidades

Textualização
Progressão temática
(EF89LP29) Utilizar e perceber mecanismos de progressão temática, tais como retomadas anafóricas (“que, cujo, onde”, pronomes do caso reto e oblíquos, pronomes demonstrativos, nomes correferentes etc.), catáforas (remetendo para adiante ao invés de retomar o já dito), uso de organizadores textuais, de coesivos etc., e analisar os mecanismos de reformulação e paráfrase utilizados nos textos de divulgação do conhecimento.

Coesão
(EF09LP11)
Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial (conjunções e articuladores textuais).

DESENVOLVIMENTO

Aula 1 – O que são pronomes relativos?
Duração:
cerca de 45 minutos.
Local: em sala de aula.
Organização dos alunos: sentados individualmente.
Recursos e/ou material necessário: lousa, giz, lápis, cadernos, borrachas, material impresso.

Sugestão de texto:

“Relatório mostra que 815 milhões de pessoas passam fome no mundo”.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Inicie a aula explicando aos alunos que o objetivo das próximas atividades é garantir que eles conheçam os pronomes relativos e compreendam de que forma esses termos auxiliam na construção do sentido de um texto.

Distribua o texto impresso sugerido no quadro anterior ou projete-o para a turma. Antecipe que ele apresenta dados embasados em estudos, resultados de pesquisa, com o intuito de conferir credibilidade à reportagem. Leia o texto em voz alta. Pergunte aos alunos qual é o tema desenvolvido na matéria. Espera-se que digam que o texto aborda o resultado de um importante relatório sobre a fome no mundo e outros dados alimentares — falta ou excesso —, que causam danos à saúde.

Diferença biografia e autobiografia - Atividades 9ºano - Gabarito comentado - Descritores D1, D3, D4, D9, D12, D15, D19

Nesta atividade, serão estudadas a biografia e a autobiografia. Apesar das semelhanças estruturais entre os gêneros, um elemento deve ser destacado: o autor das biografias escreve sobre alguém cuja vida quer retratar; o autor da autobiografia escreve sobre si mesmo. Portanto, as autobiografias têm caráter mais subjetivo se comparadas às biografias. Como elemento comum relevante, deve-se destacar o fato de que biografia e autobiografia são gêneros cujo objetivo comunicativo é relatar fatos da vida real, vivenciados. Quanto à circulação textual, ambas circulam mais frequentemente nas esferas literária e acadêmica. Nesses meios, biografias e autobiografias são importantes fontes de estudo. Por isso, esta lição proporciona um importante momento de valorização de textos do gênero como forma de ampliação de conhecimento.

A biografia é um gênero que tem como finalidade relatar os fatos mais marcantes da vida de uma pessoa. São comuns as biografias que contam detalhes sobre a vida de personalidades conhecidas do grande público por sua atuação na política, nas ciências, na educação, na arte, no esporte, entre outras áreas. O texto é escrito na terceira pessoa do discurso e geralmente faz uso da linguagem formal. Pode ter caráter mais informativo ou apresentar um estilo mais literário, além de circular em livros, jornais, revistas e na internet.

Leia o texto a seguir e faça o que se pede.

Luiz Gonzaga, músico brasileiro
Dilva Frazão

Luiz Gonzaga (1912-1989) foi um músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de Rei do Baião. Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, tendo levado o baião, o xote e o xaxado para todo o país. A música “Asa branca”, feita em parceria com Humberto Teixeira e gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do Nordeste brasileiro.
Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu, sertão de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912, filho de Januário José dos Santos, o mestre Januário, “sanfoneiro de 8 baixos”, e Ana Batista de Jesus. O casal teve oito filhos. Luiz Gonzaga, embora já tocasse sanfona desde menino, comprou sua primeira aos 13 anos, com dinheiro emprestado.
Em 1929, por causa de um namoro proibido pela família da moça, Luiz Gonzaga foge para a cidade de Crato, no Ceará. Em 1930, vai para Fortaleza, onde entra para o exército. Corneteiro da tropa, em 1933, servindo em Minas Gerais, é reprovado, por não saber a escala musical, num concurso para participar da orquestra do quartel. Depois, tem aulas com Domingos Ambrósio, famoso sanfoneiro de Minas Gerais.