Português 6ºano - Plano de aula de acordo com a BNCC - Leitura e produção escrita - Gênero diário


Componente curricular: Língua Portuguesa
Ano:
Bimestre:
Título: O diário
Objetivo de aprendizagem:

Despertar no aluno a consciência de que a confecção de um diário é uma poderosa ferramenta para a formação do escritor competente, pois fomenta o prazer de organizar ideias e redigi-las. Além disso, o diário pode ser o registro de transformações sociais sob a ótica de diferentes pessoas.

Competências
Competência geral:
4 – Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

Competências específicas de Linguagens: 
1 –
Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais.

3 – Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.

Competências específicas de Língua Portuguesa:
1 –
Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.

2 – Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para amplia suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

3 – Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.

Objeto de conhecimento: 
Reconstrução das condições de produção e recepção de textos.
Habilidade: (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressas, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. 

Objeto de conhecimento:
Planejamento de texto.
Habilidade: (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. 

Tempo previsto: 6 aulas

Materiais necessários:
Folhas para imprimir textos e cartolinas.

DESENVOLVIMENTO

Etapa 1 (2 aulas)

Leia e selecione previamente um excerto do livro Minha vida de menina, de Helena Morley. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016. Sugerimos o fragmento do diário da personagem com a data de Terça-feira, 

21 de fevereiro (p. 26-27), transcrito a seguir.

Terça-feira, 21 de fevereiro 

Ontem jantei com minhas tias inglesas.
Vou lá sempre depois da Escola, tomo café e demoro um pouco, às vezes meia hora no máximo. Não me demoro mais porque lá não se tem com quem brincar, e eu não sou capaz de ficar muito tempo sentada na sala, só ouvindo conversa de gente grande.
Passei lá depois da Escola, e estava um amigo de minhas tias, que gosta também de mim, Seu Benfica. Ele me perguntou se eu gostava de fantoches. Eu respondi que muito. Ele disse então que eu fosse avisar a mamãe e voltasse para jantar com minhas tias, que ele e Dona Teresinha passariam lá, para nos pegar e levar aos fantoches.
Que noite boa! Nunca vi coisa mais engraçada que a dança daqueles bonecos. Parecem gente. Então os dois, Briguela e Maricota, são impagáveis. A gente fica até duvidando que sejam bonecos. Seu Benfica nos levou, no meio do espetáculo, um pacotão de luminárias e canudos, que fomos comendo enquanto assistíamos aos fantoches.
Oh, noitezinha boa! Era bem bom se eu pudesse ir todos os dias. Seu Benfica me perguntou se eu gostei e eu respondi: “Demais!”. Ele então prometeu que vai me levar mais algumas noites.
Gostei de ele dizer “algumas”. Podia ter dito “mais uma”. Mas minhas tias me disseram que não contasse muito com isso, porque a mulher dele não é tão franca como ele. Às vezes ele promete e ela não deixa cumprir.
Também que me importa? Eu já fui duas vezes.

MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016. p. 26-27. (Fragmento). 

Se possível, providencie cópias do fragmento para a turma. Se julgar adequado, você poderá entregar uma cópia para cada dupla de alunos, mas não as distribua imediatamente. Outra opção é anotar a passagem na lousa.

Reúna a turma em círculo e diga que você vai ler a página de um diário. Faça a leitura em voz alta e, ao final, estimule os alunos a fazer inferências e levantar hipóteses. Pergunte a eles: 

– Você acha que esse diário foi escrito por uma menina ou por um menino? Por quê? 

Os alunos devem dizer que o diário foi escrito por uma menina. A única pista evidente no fragmento, para fundamentar a resposta dos alunos, é a palavra “sentada”, flexionada no feminino, no segundo parágrafo do relato. 

– Em que fase de vida (criança, adolescente, adulta, idosa) a autora do diário provavelmente está? 

Espera-se que os alunos digam tratar-se de uma criança, pois ela não gosta de ficar na casa das tias, já que não há com quem brincar. Além disso, teatro de fantoches é, em geral, um programa infantil.

– Você acha que esse diário é atual ou remete a tempos remotos?

É provável que os alunos respondam que remete a tempos remotos, pois os nomes mencionados na narrativa não são comuns nos dias atuais e alguns aspectos dos costumes também não. Por exemplo: uma certa formalidade nas visitas à casa das tias inglesas.

– A visita à casa das tias era prazerosa para a autora? 

Não parecia ser muito prazerosa, pois não havia o que fazer lá a não ser ouvir conversas de “gente grande”.

– O que você acha que a autora sentia ao escrever em seu diário nesse dia?

Certamente estava feliz, pois havia ido ao teatro de fantoches.

– Há dois fatos narrados nesse dia: um remete ao cotidiano e o outro é um fato inusitado. Quais são eles? 

Fato cotidiano: visita à casa das tias. Fato inusitado: passeio ao teatro de fantoches.

– A narrativa do diário apresenta vocativo? 

Não. Professor, diga aos alunos que a presença de vocativos, como “Querido diário”, pode ou não ocorrer nos diários.

– Que vozes se manifestam na narrativa? 

Apenas a voz da autora do diário.

– Quem é o interlocutor, ou seja, com quem a autora conversa? 

Com o próprio diário.

– Quais espaços sociais são mencionados na narrativa?

A casa das tias, a escola e o teatro.

– O tom da narrativa é formal ou informal? Por quê?

É informal, pois é escrito em um diário por uma criança, mas o texto emprega uma variedade de prestígio.

Não é importante que as respostas dos alunos sejam exatamente as sugeridas aqui, uma vez que eles levantam hipóteses. Porém, reitere que eles devem ficar atentos às “pistas” do texto. 

Em seguida, entregue uma cópia do texto para os alunos e peça que façam uma leitura silenciosa. Pergunte a eles de que forma o texto foi organizado (em parágrafos) e se, após a leitura, eles mudariam as respostas que deram às perguntas que você fez. Nesse caso, retome-as e dê oportunidade para que as revejam. 

Ao final, explique que a narrativa lida pertence ao livro Minha vida de menina, de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant, adolescente que nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 1880. O diário foi escrito entre 1893 e 1895, quando Alice tinha entre 13 e 15 anos, e nele a autora relata sua vida na cidade natal. O livro foi publicado somente em 1942, quando Alice tinha 62 anos. Recebeu o título de Minha vida de menina, e a autora ocultou sua verdadeira identidade sob o pseudônimo de Helena Morley.

Acesse o site Mundo Educação e pesquise com os alunos sobre a obra, a autora e o contexto de produção. 

Outras sugestões de sites para pesquisa:

• Guia do Estudante;
• Nexo Jornal;
• Entre Elas – O que elas têm para contar?;
• Ensinar História;
• BBM – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. 

Sugestões de livros para pesquisa:

• Dicionário crítico da literatura infantil e juvenil brasileira, de Nelly Novaes Coelho. São Paulo: Edusp, 1995.

• Dicionário biobibliográfico de escritores mineiros, de Constância Lima Duarte (Org.). Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

Peça aos alunos que tomem nota de informações que considerem relevantes e que as compartilhem com a turma.

Separe os alunos em duplas e convide-os a refletir sobre os motivos pelos quais as pessoas escrevem diários, qual é o valor que se pode atribuir ao diário da adolescente Alice Dayrell Caldeira Brant e o porquê. Além disso, é importante os alunos notarem que os diários podem ter outros leitores que não apenas seus autores e, portanto, diferentes valores poderão ser atribuídos às narrativas. Circule pela sala enquanto os alunos conversam sobre o diário da menina e, sempre que julgar adequado, faça comentários gerais para todos.

Se possível, tome emprestado na biblioteca ou obtenha um ou mais exemplares do livro para que os alunos possam folhear e ter contato mais próximo com a obra. 

Caso note interesse da turma e tenha disponibilidade de tempo, selecione mais uma ou duas passagens do diário para que os alunos as leiam. Repita os procedimentos de exploração do texto vistos nesta etapa. Se julgar pertinente, motive-os à leitura do livro na íntegra.

Sugestão de bibliografia de apoio para o professor desenvolver este trabalho: 

• O diário de leituras: a introdução de um novo instrumento na escola, de Anna Rachel Machado. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Etapa 2 (2 aulas)

Previamente, prepare cópias do “Conto de escola”, de Machado de Assis. O conto pode ser encontrado em PDF na internet nos sites Domínio Público e Acervo Digital da Unesp, entre outros. Caso seja necessário, providencie cópias suficientes para que os alunos façam a leitura em duplas. 

Caso seja possível e julgue mais adequado, leve os alunos à sala de informática e acesse os sites para que eles façam a leitura do conto on-line. Nesse caso, oriente-os a levar caderno e caneta para que façam anotações de nomes, principais eventos e características de personagens, impressões que tiveram, observações sobre os locais mencionados no conto etc. Faça uma lista desses aspectos na lousa e peça aos alunos que os registrem em seus cadernos, a fim de que não se esqueçam do que deve ser observado. 

Os dados coletados serão imprescindíveis para a realização da etapa seguinte. 

Caso a leitura seja realizada em duplas ou individualmente, em material impresso, oriente os alunos a fazer o mesmo e a tomar notas de todos os elementos citados acima. 

Após a leitura, disponha as carteiras em círculo novamente e reúna a turma para uma discussão sobre o conto. Em voz alta, apresente aos alunos as seguintes questões:

– O que eles acharam do conto? 

Respostas pessoais. É provável que os alunos estranhem a linguagem do conto, assim como os costumes e a visão de mundo apresentados pela narrativa.

– Como era a estrutura escolar no ano de 1840? 

A escola era um lugar hostil, com pouca ou nenhuma liberdade de expressão, onde os alunos podiam ser punidos fisicamente.

– Quais são as semelhanças e as diferenças dessa estrutura em relação às escolas de hoje? 

Espera-se que os alunos observem que, nas escolas de hoje, eles não podem receber castigos físicos, têm liberdade suficiente para expor suas opiniões e são estimulados a refletir, criticar e ponderar sobre o mundo ao seu redor. Aceite variações de respostas, desde que coerentes.

– Quais são as características psicológicas e emocionais dos personagens? 

Pilar, o narrador, é esperto e entediado com a rotina escolar. Raimundo é um garoto inseguro, amedrontado e com dificuldades para aprender. Curvelo é ardiloso e pouco ético. Policarpo, o mestre, é muito rigoroso, centralizador e nada aberto ao diálogo.

– A relação com o professor era marcada pelo respeito ou pelo medo? Como é essa relação na atualidade? 

No conto, a relação é claramente marcada pelo medo. Espera-se que os alunos observem que essa relação não é admitida hoje na educação, uma vez que o que se busca, não apenas na escola, mas em todas as formas de relação em quaisquer esferas sociais, é o respeito mútuo.

– Qual é a importância do narrador em primeira pessoa para a narrativa? 

O narrador é também o protagonista da história e narra os fatos de acordo com seu ponto de vista. Assim, ele estabelece uma relação de cumplicidade com o leitor.

– Como é considerada a questão da ética de acordo com a visão dos personagens? 

Para Raimundo, a ética pode ser relativizada, se necessário, para que escape da punição do mestre, seu pai. Ela também é relativizada por Pilar e Curvelo, pois Pilar aceita transgredir uma regra para conseguir o que lhe é ofertado, enquanto Curvelo coloca-se no papel de delator para tirar alguma vantagem da situação, ainda que prejudique os colegas de classe. O mestre parece ser o único personagem que não relativiza a ética, pois pune os infratores duramente, seguindo um procedimento comum para aquela época.

Motive os alunos a fundamentar suas respostas. 

Essa discussão pode se tornar um pouco mais acalorada, pois pontos de vista diferentes costumam suscitar mais empolgação dos alunos. Portanto, antes da discussão, converse com eles sobre algumas regras para que ela transcorra de forma tranquila e eficiente:

– ouvir os colegas sem interrompê-los;

– respeitar diferentes pontos de vista;

– não utilizar tempo em excesso para dar respostas ou argumentar;

– ouvir com atenção as interferências do professor.

Etapa 3 (2 aulas)

Faça uma lista na lousa dos personagens principais do conto: Pilar, Raimundo, Curvelo e o professor Policarpo. Retome com os alunos as principais características de cada um deles. 

Enquanto os alunos mencionam essas características, peça que as fundamentem com passagens do conto. Escreva as características dos personagens na lousa, ao lado dos nomes correspondentes. Por exemplo:

– Raimundo: era inseguro, medroso e com dificuldades de aprendizagem. 

– Pilar: embora fosse bom aluno, a escola para ele era entediante. Seu pai sonhava em vê-lo como um comerciante de sucesso. 

– Curvelo: aluno mais velho, era ardiloso e delator.

– Professor Policarpo: era muito severo como professor e como pai de Raimundo. Cobrava de forma bastante incisiva resultados escolares do filho. 

Oriente os alunos a observar com atenção as anotações feitas na lousa.

Em seguida, peça que escolham um dos personagens mencionados para que exerçam seu papel e escrevam em um diário os acontecimentos desse dia, sob a ótica do personagem escolhido. 

Lembre-os de que devem manter as marcas temporais e espaciais do conto, ou seja, a narrativa transcorre na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1840, em um único dia e na escola. 

Informe aos alunos que eles podem escolher o dia e o mês em que colocarão na narrativa do diário. Por exemplo: Quarta-feira, 19 de agosto de 1840. 

Quando os alunos finalizarem suas produções, oriente-os a trocar seus textos com outros colegas, para sejam verificadas a clareza, a coerência e a fluidez da narrativa. Assim, eles poderão fazer os ajustes necessários. 

Por fim, se possível, cada aluno deverá ir à frente da sala de aula e ler em voz alta o texto que produziu para o diário. Caso o número de alunos da classe seja grande, selecione apenas alguns, por sorteio. Parabenize cada um deles por suas produções.

Após todas as leituras, discuta com os alunos as semelhanças entre o diário da menina Alice e o trecho de diário que cada um produziu, considerando elementos como tempo, espaço, personagens, ação, fatos do cotidiano, narrador etc. 

Com a ajuda do professor e dos responsáveis pelas redes digitais e pelo site da escola, publique o conto e as produções do diário no blog ou na página on-line da instituição. Caso isso não seja possível, providencie cartolinas e cole as produções nelas. Imprima o conto de Machado de Assis e cole-o em uma única cartolina. Monte um mural em uma das paredes da escola ou da sala de aula. No alto da parede, anexe o conto e, abaixo dele, as produções dos alunos. Convide outras turmas e professores para que conheçam o mural e o ponto de partida no qual se basearam as produções.

As questões a seguir foram elaboradas para que os alunos possam refletir sobre determinados aspectos da produção de diários.

1. Quais são as funções sociais de um diário?
Os diários basicamente registram situações do cotidiano, algumas mais importantes que outras, mas sempre sob a ótica moral, emocional e psicológica de seu autor. Embora o leitor do diário seja essencialmente o próprio autor, é possível que, após algum tempo, outros leitores tenham acesso às narrativas. Nesse momento, o diário poderá ter outras funções sociais, como é o caso do livro que apresenta o diário de Alice Dayrell Caldeira Brant.

2. Os diários escritos há muitos anos são capazes de nos fazer refletir sobre o momento presente em que vivemos?
Sim. Os diários escritos em tempos remotos podem nos fazer compreender de forma mais clara e lúdica as mudanças sociais, históricas e comportamentais pelas quais a sociedade passou. Além disso, é possível perceber a importância que se dá a certos valores morais.

Avaliação
A avaliação deverá ser contínua e levar em consideração os seguintes aspectos:

• nível de atenção do aluno à leitura, pesquisa, realização e reformulação dos textos;

• capacidade do aluno de relacionar informações, levantar hipóteses e fazer inferências;

• atitude do aluno em relação ao trabalho colaborativo;

• respeito e atenção do aluno durante a apresentação de trabalhos dos demais colegas;

• empenho do aluno na apresentação do produto final, o diário.

A produção escrita dos textos apresentados também deverá ser avaliada, de acordo com o seguinte questionário:


Após o trabalho com este plano de aula, proponha aos alunos a autoavaliação a seguir. Se preferir, reproduza as questões na lousa e peça aos alunos que as copiem e respondam.