Crônica 6ºano - Interpretação com gabarito - PDF - Comunicação - Luis Fernando Verissimo

ATIVIDADE EM PDF PARA BAIXAR E SALVAR

ORIENTAÇÕES AO PROFESSOR (A)

Gênero: crônica. Esse gênero foi se modificando com o passar do tempo. Primeiramente, a crônica era usada para indicar uma compilação de fatos históricos, sobretudo aqueles ocorridos com membros da nobreza, registrando a genealogia de soberanos. A partir do século XIX, começou a se referir a fatos cotidianos (vida social, política, costumes) de um povo, recontados da perspectiva literária. Desde então, as crônicas costumam ser publicadas em periódicos, representando um gênero que se situa entre a literatura e o jornalismo. Atualmente, esse gênero abrange várias modalidades: jornalística, esportiva, política, literária, histórica, etc. 

A crônica literária, é um texto ficcional baseado ou inspirado em fatos cotidianos. Esse gênero apresenta tempo, espaço e ação determinados, além de denotar a presença de um narrador. 

Sugestões:
Propor aos alunos que leiam o título e olhem rapidamente o texto. Em seguida, perguntar qual deve ser o assunto desse texto com base nessas observações. 

A seguir, o professor deve realizar uma leitura em voz alta com bastante expressividade, fazendo  paradas para comentários ou manifestações dos alunos, com perguntas como: “O que será que o comprador deseja?”; “Vocês adivinharam qual é o objeto?”; “Por que será que o comprador ficou irritado?”; “O que vocês acharam da atitude do vendedor?”, etc. Perguntar também sobre o significado de algumas palavras, não apenas as que estão alinhadas no vocabulário. Estimular a dedução dos sentidos antes de ler o verbete. 

Os alunos devem se manifestar de forma livre e só depois passar às questões de interpretação do texto. A leitura desta crônica e o trabalho de compreensão realizado a seguir contribuem para o desenvolvimento da habilidade de ler e compreender textos narrativos de maior porte. 

Chamar a atenção dos alunos para a marcação diferenciada do discurso direto: uso do sinal de aspas no lugar do travessão na introdução da fala de cada personagem.

Destacar o uso da expressão “assim, assim”, que só tem sentido se vier acompanhada do gesto que a explica. Nesse texto, o uso na fala do personagem pressupõe o acompanhamento do gesto que explica o significado cada vez em que é utilizada a palavra assim. Essa observação ajuda o aluno a desenvolver a habilidade de perceber diálogos em textos narrativos, observando o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

 GABARITO

1. Resposta pessoal.
Nesta atividade, estimular a fala dos alunos para que seja possível explorar as várias hipóteses que as respostas possibilitam. É também uma oportunidade de fazer uma avaliação do conhecimento que os alunos trazem sobre o gênero crônica, como também de avaliar o desempenho deles sobre alguns dos principais objetos de conhecimento relativo à leitura: deduções e inferências de informações. Se achar conveniente, comentar com os alunos que, além de dar nome a um gênero textual, a palavra crônica pode ser empregada como adjetivo. Um exemplo: “Ela foi ao médico porque tem uma tosse crônica, que preocupa a todos”

2. Um comprador e um vendedor.

3. O comprador, além de se esquecer do nome do produto, não consegue explicar ao vendedor o que quer comprar.

3.  Em uma loja. 

5. a circunstância de uma conversa. 
Esta é uma atividade de inferência simples, a qual depende da percepção na leitura de que a passagem do tempo se dá pela duração do diálogo entre os personagens. 

6. com o leitor da crônica.
Chamar a atenção dos alunos sobre como o uso do pronome se junto ao verbo imaginar em “Imagine-se [...]” muda o sentido da frase, fazendo o leitor colocar-se no lugar do personagem. Comparar com o sentido da frase sem o pronome reflexivo: “Imagine (Maria, João, alguém) entrando em uma loja”.

7. Sugestão: Significa que ele esqueceu completamente a palavra.

8. A gestual/linguagem dos gestos.
Nesta atividade, é importante reforçar a relevância dos aspectos não linguísticos (paralinguísticos) no ato da fala: gestos e movimentos do corpo, direção do olhar, expressão corporal ou tom de voz são recursos muito utilizados pelos falantes para comunicar a mensagem falada. 

9. desenhe.

10. Possibilidades: “Essa coisa, que o senhor quer, é feita de quê?”; “Ela se move?”; “Tem mais de uma peça?”; “Já vem montado?”; “Para que serve?”.

11. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos digam que sim.
É importante que os alunos empreguem elementos do texto que comprovem sua resposta. As possíveis justificativas são as falas iniciais do vendedor: “Sim, senhor”; “O quê, cavalheiro?”; “Infelizmente, cavalheiro”. E as perguntas feitas para ajudar: “É feita de quê?”; “Ela se move?”; “Já vem montado?”; “Para que serve?”.

12.
a) 
Um comprador entra em uma loja. 
b) O comprador não consegue comunicar o que quer comprar.
c) O comprador quer chamar o gerente. 
d) O vendedor fala a palavra que faz o comprador lembrar o nome do objeto que estava procurando.